segunda-feira, 27 de julho de 2009

6ª EDIÇÃO: Música cubana na teoria e na prática


Um debate ilustrado com fotos, músicas e vídeos sobre a história da música cubana aguarda você na sexta edição do Chama o Raul!. Como sempre, o evento é domingo, a partir das 18h. O palestrante cubano Pedro Bandera não conhece o Rio e vem de São Paulo, onde mora, exclusivamente para a mostra. Foi professor de história da música cubana da Escola Nacional de Artes de Havana e promete falar sobre música bantu, yoruba, santeria, rumba, el son, salsa, danzón, chachachá e mambo.



Durante a programação, que vai até 22h, Pedro se arrisca ainda como DJ. A festa também fica por conta do quinteto Los Papitos, que agita o evento com boleros, danzóns, sons, guajiras e rumbas. O grupo faz uma releitura de clássicos da música cubana, combinando instrumentos de corda aos tradicionais timbales e tumbadoras. A banda é formada por Adriano Sampaio (tumbadoras e xequerê), Cezinha (bongô e campana), João Costa(timbales), Pedro Chistiano (contrabaixo) e Marcos Moletta (rabeca e guitarra de 12 cordas). O repertório conta com músicas de Arsênio Rodriguez, Ernesto Lecuona, Israel Lopez e Rafael Hernandez, entre outros.


No fim do ano, o Chama o Raul! traz Pedro Bandera de volta à cidade para ministrar um curso de uma semana sobre a influência das culturas africanas, os ritmos cubanos tradicionais e a música contemporânea da ilha. No domingo, ele vai dar uma prévia do que vem por aí. As inscrições já estão abertas pelo e-mail mostracubana@gmail.com.

Livraria Largo das Letras. Largo dos Guimarães, s/n, Santa Teresa — 2221-8992. Dom, dia 2, às 18h. Livre. De graça.

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Registros

Quem foi curtiu! Quem não foi se prepare para a próxima. As fotos abaixo são da companheira e fotógrafa Fabíola Gerbase.




Projeção do "Música Libre", de Carolina Sá




O público se acabou com a animação de Orieta Castillo



Olha ela aí!


A dança!

segunda-feira, 6 de julho de 2009

LAS CINCO


A 5a edição da mostra cubana gratuita Chama o Raul! homenageia as mulheres. Neste domingo, dia 12, a partir das 18h, as historiadoras Mariana Bruce e Emilly Feitosa exibem o documentário “Um olhar sobre Cuba”, que mostra diferentes registros do cotidiano na ilha, como o último discurso de Fidel Castro ainda no poder, em 2006. O debate ganha o reforço do historiador Daniel Aarão Reis, coordenador do curso "50 Anos de Revolução Cubana" e autor dos livros "A aventura socialista no século XX", "Ditadura militar, esquerdas e sociedade" e "Imagens da revolução", entre outros.

Na sequência, a cineasta Carolina Sá mostra seu documentário "Música libre", um filme registrado em super 8 sobre a música cubana, como o mambo e o chachacha. A produção de 26 minutos foi o primeiro filme da Carolina, que já esteve seis vezes na ilha.

A noite segue com show da cantora, atriz e dançarina Orieta Castillo, que se apresenta ao lado de César Rebechi (voz, violão e guitarra), Lars Hökerberg (teclado), César Bruntet (percussão), Rocket Man (percussão) e Carlito Gêpe (baixo) . Ela interpreta congas e rumbas, entre outros ritmos latino-americanos.

Livraria Largo das Letras. Largo dos Guimarães, s/n, Santa Teresa — 2221-8992. Dom, dia 12, às 18h. Livre. De graça.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

O que rolou em 4x Chama o Raul!

Quem compareceu domingo em Santa Teresa disse que esse foi o melhor evento. Somos suspeitas para falar, mas a 4a edição do Chama o Raul! reuniu muita gente. Até bolo para Che Guevara ao som de "Hasta siempre comandante" rolou! A mostra cubana começou com uma palestra de María del Carmen Ariet, coordenadora científica do Centro de Estudos do Che Guevara, em Havana. Na sequência, os fotógrafos Carlo Wrede, Ricardo Fasanello, Jamile Abdallah e Philippe Machado projetaram seus registros da Ilha e contaram suas experiências. A noite foi embalada pela banda Salsa Klave, numa mistura de salsa à música tradicional cubana. Foi difícil não chamar o Raul...



O cônsul geral de Cuba no Brasil, embaixador Carlos Trejo Sosa,
dando uma palhinha no evento


nossas palestrantes direto de Havana: 80 anos de Che Guevera



O cônsul e nós ao fundo


o público







terça-feira, 9 de junho de 2009

CHAMA O RAUL! 4

A 4a edição do Chama o Raul! acontece no dia do aniversário de Ernesto Guevara, 14 de junho, a partir das 18h. Para celebrar a data, a Associação Nacional de Cubanos Residentes no Brasil oferece aos companheiros um "Che-bolo", decorado com o rosto do revolucionário. Em homenagem, o evento começa com uma palestra da cubana María del Carmen Ariet, coordenadora científica do Centro de Estudos do Che Guevara, em Havana. Na seqüência, quatro fotógrafos mostram seus cliques e contam experiências no registro da Ilha. São eles:

O fotojornalista Carlo Wrede, hoje do jornal O Dia e com passagens pelos diários O Globo e Jornal do Brasil. Ele exibe um trabalho autoral, fruto de uma viagem em 1993, quando passou um mês em Havana.

Ricardo Fasanello, que em 1998 foi still (responsável por fotografar cenas de um filme) do longa "Estorvo", de Ruy Guerra, parcialmente rodado em Cuba. Fasanello começou a carreira no Jornal do Brasil, morou em Nova York e na Europa. De volta ao Brasil, fundou a agência de fotografia Strana, produzindo registros para revistas estrangeiras e nacionais, com destaque para as publicações da Editora Abril. Trabalhou ainda na agência francesa Gamma e, nos últimos anos, se dedica à publicidade e a trabalhos artísticos.

A socióloga Jamile Abdallah, formada pela Universidade Estadual de Londrina e pós-graduada em fotografia. Atualmente, ela trabalha com publicidade e vive em São Paulo, onde organizou a exposição "Sob o sol do Caribe", com registros de sua viagem a Cuba.

O fotógrafo Philippe Machado, pós-graduado em fotografia pela Universidade Candido Mendes. Ele produziu a exposição World Press Photo 2006, que aconteceu no MAM. Já realizou diversas exposições, como "Passarela da Rua" e "Cuba ao Cubo", no Espaço Santa Cecília. É dono da editora Terra Postais, especializada em cartões postais do Rio de Janeiro, e da Livraria Dona Laura, localizada na Casa de Cultura Laura Alvim.

Quem agita a noite é a banda Salsa Klave, que mescla a salsa à música tradicional cubana. O grupo é formado pelo cubano Sergio Jerez (voz, percussão e violão), pelo panamenho Agustín Flores (percussão e voz) e pelos brasileiros Cláudio Leandro (trompete), Florindo Medeiros (trombone), Gustavo Quintela (teclados), José Abreu (baixo) e Cesar Brunet (percussão). Salsa Klave foi fundada em 2001 e de lá para cá tocou em eventos latinos na Escola de Música Villa-Lobos, no Centro Cultural dos Arcos da Lapa, no Centro Cultural Carioca, na Casa de Espanha, na Modern Sound, na Estudantina, no Parada da Lapa (Fundição Progresso) e em Búzios.

quarta-feira, 27 de maio de 2009

CHE

Num 14 de junho, há 81 anos, nasceu Ernesto Guevara, el Che. Ano passado, quando o argentino teria completado 80 anos, o Centro de Estudos do Che Guevara, em Havana, lançou o site Che 80, com textos de intelectuais e artistas latino-americanos escritos para e sobre este homem e personagem que marcou a história de Cuba e do mundo. No site, há ainda artigos e anotações de Guevara, além de fotos de sua vida – da infância à luta guerrilheira em Cuba, no Congo e na Bolívia.

No próximo dia 14 de junho, a mostra cubana, claro, homenageia Ernesto Guevara e recebe a palestrante cubana María del Carmen Ariet, coordenadora científica do Centro de Estudos do Che, em Habana.

Transcrevo aqui alguns textos do site, cuja visita é recomendada:

¡Ochenta años cumple el Che!
Increíble.
A esa edad y está como nuevo.
¿Será un caso único en la historia de la medicina?
¿Un error del tiempo, que por una vez viaja al revés?
¿O será milagro? ¿Milagro de la vitamina f, f de fe? No la fe en el alto cielo, sino en esta baja tierra, tierra maldita, y en el luminoso destino que ella espera.
Eduardo Galeano

Una madrugada de febrero

Una madrugada de febrero, tiritando entre la niebla de la Sierra Maestra, que envolvía los árboles quemados por el napalm, vi por primera vez a los guerrilleros del 26 de Julio. Era la columna del Che Guevara, retirándose del combate de Pino del Agua; una tropa entera y vital, con el fuego de la lucha todavía en los ojos y envuelta en una atmósfera de sacrificio y fervor revolucionario que hacía enmudecer con el respeto de quien está presenciando el paso de la historia. Después, en el campamento de La Mesa, hablé muchos días con el Che y comprobé de dónde copiaban sus soldados adolescentes aquella pureza y aquella verdad que les nimbaba la frente.

(...)

En 1958, había un son en los labios de los guerrilleros de la Sierra Maestra: «Quítate de la acera / mira que te tumbo / que aquí viene el Che Guevara / acabando con el mundo.» Muerto o vivo, el Che Guevara viene acabando con el mundo
Carlos María Gutiérrez


Carta a Roberto Fernández Retamar
París, 29 de octubre de 1967.

Che

Yo tuve un hermano.
No nos virnos nunca
pero no importaba.
Yo tuve un hermano
que iba por los montes
mientras yo dormía.
Lo quise a mi modo,
le tomé su voz
libre como el agua,
caminé de a ratos
cerca de su sombra.
No nos vimos nunca
pero no importaba,
mi hermano despierto
mientras yo dormía,
mi hermano mostrándome
detrás de la noche
su estrella elegida.

Julio Cortázar

sábado, 9 de maio de 2009

SUCESSO!


Chama o Raul!!!!!!



Debate sobre artes plásticas reuniu mais de 50



A cubana Xenia Roque e o artista plástico Ronald Duarte



O trio de percussionistas Dacaposom



René Ferrer fez participação especial




A sortuda sorteada na rifa da mostra chamou o Raul!



As produtoras Ludmila, Júlia e o homem da rifa: Caio Kestenberg